04.12.2020
#mulherescomdeficiencia #16diasdeactivismo #genero
Género Determinantes Sociais da Saúde (DSS)

Mesa redonda sobre Mulheres com Deficiência em Moçambique

As experiências vividas pelas mulheres e raparigas com deficiência em Moçambique, demonstram que os desafios ainda estão longe de ser resolvidos.

A medicusmundi e o Fórum Mulher, organizações-membro da Aliança para a Saúde, participaram ontem, em Maputo, numa mesa redonda sobre Mulheres com Deficiência em Moçambique. Os seus objetivos passavam por: elevar o reconhecimento social sobre os direitos das mulheres e raparigas com deficiência; alertar a sociedade sobre os desafios enfrentados pelas mulheres e raparigas com deficiência; e ampliar o debate sobre políticas públicas inclusivas e o desenvolvimento de estatísticas locais e nacionais sobre a deficiência.

O evento teve lugar no Museu de História Natural e foi realizado no âmbito da acção “Enriquecendo a Participação Activa da Sociedade Civil para a promoção da igualdade de género e o empoderamento das mulheres e raparigas”. A acção está enquadrada no apoio aos actores não estatais, uma iniciativa financiada pela União Europeia e gerida em parceria com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC), representado pelo Gabinete do Ordenador Nacional (GON).

No decorrer do evento, a medicusmundi apresentou a pesquisa descritiva sobre o funcionamento do Mecanismo Multissectorial de Atendimento Integrado às Mulheres Vítimas de Violência, realizada em 2018 e finalizada em 2019, no âmbito do programa “Contribuir para a defesa, garantia e exercício de uma vida livre de violência contra as mulheres de Maputo – Fase I”, financiado pela Agência Catalã de Cooperação para o Desenvolvimento (ACCD).

 

Os desafios ainda estão longe de ser resolvidos.

De acordo com os organizadores do evento, as experiências vividas pelas mulheres e raparigas com deficiência em Moçambique, demonstram que os desafios ainda estão longe de ser resolvidos. Enfrentam discriminação no acesso aos serviços públicos de saúde, educação e transporte. E muitas mulheres e raparigas têm vindo a reportar de forma constante as limitações que têm na acessibilidade física aos serviços públicos.